Cine Debate discute racismo nos Brasil a partir da história dos EUA


Por Ascom em 7 de agosto de 2018

A Escola Superior da Defensoria Pública (Esdep) estreou, na quinta-feira, dia 02, o Cine Debate, com a apresentação do documentário “A 13ª Emenda”, no auditório da DPMG, com a exibição e discussão em torno do documentário que aborda a história da abolição formal da escravidão nos Estados Unidos.

O evento contou com a participação da defensora pública Lívia Linhares Ribeiro, em atuação na Defensoria Especializada de Tóxicos de Belo Horizonte; do mestrando em Relações Internacionais (PUC Minas) e membro do conjunto de raiz negra e periférica Bloco Sarradá, João Víctor Martins Saraiva; e do defensor público Sérgio dos Santos, coordenador Local em Extrema, que debateram com o público a criminalização da população negra e o racismo, utilizando o exemplo americano para discutir a realidade brasileira.

Após a exibição, João Víctor Martins Saraiva, destacou que ‘‘o documentário traça uma linha de correlação entre as formas de trabalho: o escravo nos EUA e o forçado dentro das penitenciárias brasileiras’’. Lembrou que o filme permite entender também o que ele denomina de linha de cor, aspecto que demarca os espaços e níveis de acesso para as pessoas negras, considerado um dos grandes problemas do século XX.

Segundo a defensora pública Lívia Linhares Ribeiro, a intenção do encontro foi ‘‘discutir situações e casos marcados pelo racismo, além de expor como esse fato difícil de ser questionado influencia no comportamento dos indivíduos que vivenciam esses desafios diários’’. Lívia Linhares explicou como no Brasil esse quadro é ainda mais complicado pois ‘‘aqui no país nossas dores são escondidas e não debatemos isso’’.

O defensor público Sérgio dos Santos ressaltou que ‘‘o documentário traz um quadro de extrema crueldade, pior ainda no Brasil, marcado historicamente pela exclusão e violação dos direitos que deveriam ser garantidos à população negra e ainda não são realidade, aqui ou nos EUA’’. Questionou, ainda, “em que momento o jovem negro se vê representado, por exemplo, na grande mídia brasileira, um dos fatores que contribuem para a manutenção e reprodução dessa crueldade”.

O diretor da Esdep, Rômulo Luis Veloso de Carvalho, destacou que o encontro foi promovido para ‘‘abordar temas sensíveis para o país e a atuação da Defensoria Pública frente aos conflitos apresentados’’. Na oportunidade, reafirmou o papel democrático da Instituição, bem como da Esdep “de trazer temas relevantes e importantes para transformar a forma de construir eventos e pensar a própria instituição, que deve se portar como instrumento de contraponto democrático e resistência ao arbítrio”.

O evento foi aberto aos defensores públicos, servidores, estagiários, bem como ao público externo interessado.

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Diretor da Esdep, Rômulo Luis Veloso

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O mestrando em Relações Internacionais João Víctor Martins Saraiva

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 Defensora pública Lívia Linhares Ribeiro

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 Defensor público Sérgio dos Santos

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Da esquerda para a direita: João Víctor Martins, os defensores públicos Rômulo Luis Veloso, Lívia Linhares, Sérgio dos Santos e Maria Auxiliadora Viana



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