Curso “Gestação Legal” da Defensoria Pública leva informações e educação em direitos para gestantes


Por Ascom em 7 de novembro de 2017

 A Defensoria Pública de Minas Gerais, por meio da coordenadoria Regional de Famílias e Sucessões da Capital e da Escola Superior (Esdep), promoveu o curso “Gestação Legal”, na quarta-feira (01/11). Essa foi a segunda edição da capacitação, que é voltada para as gestantes assistidas da Instituição, e tem como objetivo proporcionar autonomia às mães na tomada de decisões sobre a gestação.

Defensora-geral, Christiane Malard; diretora da Esdep, Hellen Caires; e a defensora pública Flávia Marcelle Torres Ferreira de Morais; acompanhadas por palestrantes e participantes do curso

Na abertura, a defensora pública-geral, Christiane Neves Procópio Malard, cumprimentou as participantes, ressaltando a importância da maternidade na vida do ser humano. “Quando nasce um bebê, nasce também uma mãe, um pai e uma família. É essencial que nos preparemos para que este nascimento aconteça da melhor forma possível para toda a família”, ressaltou.

Christiane Malard destacou a programação do curso “Gestação Legal” que trata dos direitos da gestante e do bebê e, também, dos cuidados necessários antes, durante e após o parto. “É muito importante cuidar de todos os detalhes vinculados a uma gestação e a Defensoria Pública, dentro da proposta de atuar na área de educação em direitos, busca acolher, ouvindo, também, as dúvidas e questionamentos de cada uma, no sentido de contribuir de forma positiva para este momento de transformação”, completou.

Defensora pública e idealizadora do projeto, Flávia Marcelle Torres Ferreira; defensora-geral, Christiane Malard; e a diretora da Esdep, Hellen Caires Teixeira Brandão

A diretora da Esdep, Hellen Caires, ressaltou a importância de a Escola receber demandas e sugestões dos defensores públicos relacionadas à capacitação dos assistidos, “para que seja possível atingir, de maneira efetiva, as necessidades do público externo”. Hellen Caires ressaltou que a Esdep foi criada com o objetivo de capacitar, não apenas os defensores públicos e servidores da Casa, mas também, os cidadãos vulneráveis, “porque acreditamos que Defensoria Pública sem olhar para quem a Instituição existe, não se justifica. Temos a educação em direitos como um pilar que, inclusive, é uma das nossas atribuições”.

A defensora pública e uma das organizadoras do curso, Flávia Marcelle Torres Ferreira de Morais, ministrou palestra sobre os direitos da gestante e do bebê, abordando temas como violência obstetríca.  Flávia Marcelle falou, também, sobre os direitos da gestante, da criança e dos pais e forneceu informações sobre guarda compartilhada e alienação parental.

Flávia Marcelle Torres Ferreira de Morais: “a intenção é fortalecer essas mães para que possam se sentir mais autônomas em relação aos direitos delas e das crianças”

A técnica da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Ana Paula Camargos de Almeida, falou sobre a importância do registro de nascimento e explicou como proceder para registrar o bebê ainda na maternidade, o que já é possível em Minas Gerais.

Bruno Santiago, idealizador da comunidade “Pai tem que fazer de tudo”, falou sobre a importância do homem na criação dos filhos, que deve ser de “igual para igual”. Santiago reforçou o papel do pai, incentivando os homens a não terem medo de assumir tarefas como trocar fraldas.

A fisioterapeuta Rayane Oliveira da Vitória abordou a fisiologia do parto, explicando como a mulher pode participar ativamente do trabalho e qual o papel da fisioterapia na gestação e no momento do nascimento do bebê.

A técnica em enfermagem Maria Carmozita Santana falou sobre amamentação e questões de ordem prática relacionadas ao ato, explicando as vantagens para a mãe e o bebê.

A professora de dança materna, Ludimilla Yarasu-Kai, falou sobre os benefícios do uso de slings (carregadores de pano de bebê), mostrando os vários modelos que existem e explicando como usá-lo. Após a explanação, as gestantes vivenciaram a dança materna, projeto de atenção integral para as mães, desde a gestação, até os três meses do bebê.

Dança materna

O médico Sandro Luís Ribeiro e Silva falou sobre parto respeitoso e importância do pré-natal. Explicou que “parto humanizado nada mais é do que respeitar os desejos da grávida e do neném”. Segundo ele, “isso tem que ser informado, para que a mãe possa decidir. Até mesmo para aquelas mães que optam pela cesariana, o que já é permitido, é importante que ela tenha conhecimento que há algumas restrições”.

A pediatra Ana Luzia Diniz falou sobre cuidados gerais com o bebê, como banho, cordão umbilical, cólicas, ente outros.

O curso “Gestação Legal” teve o apoio do projeto “Mulheres por Minas”, da Secretaria de Estado de Casa Civil e de Relações Institucionais, em parceria com o Núcleo Multifacetário do Estado de Minas Gerais e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Esta segunda edição do projeto teve 33 inscrições.



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