Defensoria Pública faz capacitação em Direitos Humanos para servidores


Por Ascom em 9 de dezembro de 2019

Atividade foi voltada para o atendimento da população LGBTI nas sedes I e III da Instituição

A Defensoria Pública de Minas Gerais realizou, por meio da Escola Superior, capacitação contínua em Direitos Humanos – LGBTI, voltado para servidores das sedes I e III da DPMG em Belo Horizonte. A atividade aconteceu na sexta-feira (6/12), no auditório da DPMG.

A capacitação é voltada, principalmente, para os servidores que atendem diretamente os assistidos das sedes I e III da Capital

A iniciativa tem o objetivo de qualificar o corpo de servidores da Instituição, buscando efetivar um acolhimento técnico perfeito e humanizado da população LGBTI, tanto externo quanto interno.

De acordo com o coordenador do projeto, defensor público Vladimir de Souza Rodrigues, é muito importante que os servidores, principalmente aqueles que têm contato direto com o público, tenham um conhecimento mais técnico nas questões relacionadas a Direitos Humanos.

“Hoje LGBTfobia é crime no Brasil. Portanto, é importante termos consciência das nossas responsabilidades. O desrespeito ao nome social afasta as pessoas transexuais e travestis do ambiente público. Sendo certo que nossa Instituição atua veementemente para que os órgãos públicos e privados respeitem a identidade de gênero do público, é imprescindível que demos o exemplo”, enfatizou o defensor público.

Defensor público Vladimir de Souza Rodrigues

Em seguida, a psicóloga e coordenadora do setor Psicossocial da DPMG, Luciana Raquel Azevedo Gama, falou sobre a importância de se desenvolver uma forma de atendimento mais humanizado. “Lidamos com seres humanos. A Defensoria Pública existe porque pessoas necessitam de ter acesso à Justiça e, como membros da Instituição, é fundamental tratarmos os nossos assistidos com dignidade, independentemente de sua identidade de gênero e de seus valores”, pontuou.

Coordenadora do setor Psicossocial da DPMG, psicóloga Luciana Raquel Azevedo

A técnica responsável pelo ambulatório Trans do Hospital Eduardo de Menezes, psicóloga Andreia Resende dos Reis, explicou as diferenças entre sexo biológico, orientação sexual e gênero.  “Transgênero é uma expressão utilizada para identificar as pessoas que possuem uma identidade diferente daquela do sexo biológico. Aqui no Brasil, dentro das políticas públicas, trabalhamos com 38 tipos de gêneros catalogados”, explicou.

Psicóloga Andreia Resende dos Reis, técnica responsável pelo ambulatório Trans do Hospital Eduardo de Menezes

Andreia dos Reis ressaltou que, independentemente de como as pessoas se reconhecem, elas devem ser tratadas com respeito e dignidade. “Dentro dos atendimentos é importante que entendamos como estas pessoas se autodenominam, como elas se identificam socialmente. São elas que vão nos dizer como querem ser tratadas. Roupas e acessórios não identificam mais uma pessoa”, disse.

O ativista social Ravi Soares Barbosa deu, em seguida, seu depoimento, falando sobre a sua história, os preconceitos, as dificuldades e a solidão pelas quais passou em sua vida. “A solidão e o isolamento social são algumas das características, principalmente de pessoas trans. Foram muitos os constrangimentos pelos quais passei, em especial pela incongruência entre o prenome e o gênero”, disse.

Ativista social Ravi Soares Barbosa

Fonte: Ascom/DPMG (09/12/2019)



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