Quinta edição do curso “Gestação Legal” da DPMG leva educação em direitos e vivências para grávidas


Por Ascom em 3 de setembro de 2019

Crédito foto: Carola Monteiro

A importância da humanização do cuidado gestacional está cada vez mais presente nas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e em propostas do Ministério da Saúde (MS).

A intenção é tornar a experiência da gestação mais humanizada e menos tecnicista e tratar esse momento com práticas que, de fato, permitam aumentar a segurança e o bem-estar da mulher e do recém-nascido.

Com o objetivo de disseminar informações fornecidas por profissionais especialistas na área e, assim, proporcionar autonomia às mães na tomada de decisões sobre a gestação e o parto, a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) promoveu a 5ª edição do curso “Gestação Legal”.

A iniciativa, que reafirma o compromisso da Instituição em oferecer educação em direitos para a população assistida, foi realizada por meio da Coordenadoria de Família e Sucessões da Capital, com apoio da Escola Superior da Defensoria Pública de Minas Gerais (Esdep-MG).

Voltada para grávidas e acompanhantes, a capacitação aconteceu na sexta-feira (30/8) e contou com palestras informativas e atividades ao ar livre, como dança materna, fisioterapia/ioga e visita à exposição “Sentidos do Nascer”.

Abertura

Durante a abertura do evento, no auditório da DPMG, a coordenadora da Esdep, Eden Mattar, destacou a relevância do Projeto “Gestação Legal” que, “para além de informações técnicas, contempla o cuidado humano, em uma fase maravilhosa e importantíssima”.

Coordenadora da Esdep, Eden Mattar

“Quando surge uma grávida, surgem mil palpites, então é preciso que vocês estejam muito fortalecidas e munidas de informações para que possam ter mais autonomia e embasamento para tomar as decisões que desejam e que acreditem ser melhores”, afirmou a defensora pública Flávia Marcelle Torres Ferreira de Morais, idealizadora e coordenadora do projeto.

“O objetivo da Defensoria Pública é a conscientização, a partir de informações técnicas, dos direitos de todos – mãe, pai e criança. Para que vocês estejam preparadas para fazer as escolhas e estarem conscientes do que querem”, completou Flávia Marcelle.

Informações legais como direitos dos bebês, direito de família e violência obstétrica, entre outras, ficaram a encargo da defensora e coordenadora do projeto Flávia Marcelle

Palestras

A fisioterapeuta com especialização em Saúde da Mulher e doula Rosana Cupertino foi a primeira palestrante e falou sobre “Fisiologia do parto e cuidados da gestante”.

Rosana Cupertino discorreu sobre as etapas do trabalho de parto e como a gestante deve preparar-se para essa experiência. Explicou quais atitudes a gestante deve tomar nas fases latente e ativa e quais recursos utilizar até o bebê nascer.

Rosana Cupertino

Na sequência, a técnica da Diretoria de Defesa e Reparação dos Direitos Humanos, da Secretaria do Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac), Ana Paula Camargos Almeida, forneceu informações sobre o programa das Unidades Interligadas de Registro Civil de Nascimento.

Instaladas em maternidades, as unidades permitem o registro e a emissão da certidão de nascimento dos recém-nascidos, no próprio hospital, antes mesmo da alta hospitalar.

Ana Paula Almeida

A programação seguiu com a participação da pediatra, neuropediatra e membro do grupo executivo nacional do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria, Marcela Damasio Ribeiro de Castro. A profissional explanou sobre o “Minuto de Ouro”, protocolo de assistência ao bebê no primeiro minuto de vida.

Segundo Marcela Damasio, 10% dos bebês que nascem saudáveis têm dificuldades para começar a respirar espontaneamente e têm que ser atendidos imediatamente com a técnica correta.

“A asfixia neonetal é hoje, no Brasil, responsável por aproximadamente 25% dos óbitos infantis e a assistência correta melhora exponencialmente a chance dos bebês, não apenas de sobreviver, mas também de se evitar sequelas”, salientou a médica.

Marcela Damasio

Em seguida, a instrutora do curso “Casal Grávido” da maternidade Odete Valadares e técnica de enfermagem Maria Carmozita Santana falou sobre cuidados com o bebê e amamentação, abordando questões de ordem prática relacionadas ao ato, explicando as vantagens para a mãe e o bebê.

Maria Carmozita

Duas mães que participaram da 4ª edição do “Gestação Legal” relataram suas vivências com o parto e como foi importante a participação no Projeto “Gestação Legal” nesse processo.

Após o intervalo para lanche, Daniele relatou sua vivência com o parto. Com o filho Otávio no colo, ela contou sua experiência e como a capacitação ajudou-a a ficar tranquila e a se respeitar. “Eu me senti muito bem preparada para o parto depois do curso”, afirmou.

Daniele e Otávio

Ao ar livre

Na parte da tarde, as atividades aconteceram no Parque das Mangabeiras, localizado ao pé da Serra do Curral, em Belo Horizonte.

A programação incluiu oficina de técnicas de relaxamento com respiração e consciência corporal trabalhadas pela fisioterapeuta e professora de ioga para gestantes Roberta Grossi e rodas de conversa, com abordagem multidisciplinar.

Crédito foto: Carola Monteiro

A professora Ludmilla Yarasu-Kai, falou sobre os benefícios do uso de slings (carregadores de pano de bebê), mostrando os vários modelos que existem e explicando como usá-lo. Após a explanação, as gestantes vivenciaram a dança materna, projeto de atenção integral para as mães, desde a gestação, até os três anos do bebê.

Crédito foto: Carola Monteiro

Além disso, as gestantes visitaram a exposição “Sentidos do Nascer”, também no Parque das Mangabeiras. Coordenada por uma equipe multiprofissional das áreas de saúde e educação, a mostra usa o lúdico e o sensorial para levar às gestantes informações sobre os benefícios do parto normal, derrubar os mitos relacionados ao nascimento e ao parto e orientar sobre os prejuízos da cesariana desnecessária, sem indicação, sobre a saúde da mulher e do bebê.

Uma das profissionais voluntárias do “Gestação legal”, a fotógrafa Carolina Monteiro fez uma sessão de fotos com as gestantes.

Todos os palestrantes participaram do projeto de forma voluntária e gratuita.

Uma rede de mulheres, incluindo várias defensoras públicas, apoiaram o evento com a doação de slings para as gestantes.

Fonte: Ascom/DPMG (03/09/2019)



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